A felicidade é produtiva, é espontânea a gerar produtividade. Quando estamos felizes conseguimos edificar relações significativas com aqueles que nos rodeiam e sentimo-nos bem. Aliás, muito bem. Contudo, a felicidade é díficil de atingir, de prender como estado permanente, de gerir e acima de tudo, de saber gerar; corremos o risco de nos sentirmos insatisfeitos e não realizados se nos focarmos demasiado na obtenção da mesma. O proverbial pau de dois bicos. Para experienciar um estado de felicidade e bem estar, precisamos de emoções positivas nas nossas vidas. O que são emoções positivas e, mais importante, como cultivá-las para que sejam espontâneas e frequentes?
As emoções que são denominadas de positivas são aquelas, que entre todas as outras, geram bem estar e auxiliam a construção e manutenção de uma estrutura orgânica positiva e uma atitude mental equivalente. Gratidão, satisfação, paz, prazer, inspiração, esperança, curiosidade, e amor pertencem por direito próprio a esta categoria. Nem todas podem ser consideradas emoções, mas todas elas brotam de um estado emocional específico, sendo ou não as suas presidentes. A atitude mental é frequentemente um palco imóvel, inamovível, vazio e onde a acção é silenciosa e insidiosa. Temos formas e formatos que nos escapam à consciência, o que nos leva a concluir que as consequências de certa forma de estar e de agir estão fora do nosso alcance, logo fora do nosso controlo. Sabemos quais os efeitos que esta forma de reacção transporta; por um lado a desresponsabilização e a entrega dos destinos do nosso destino a mãos mais fortes e decisivas que as nossas, e, por outro, a sensação de impotência para inverter o rumo dos acontecimentos que está sempre presente no horizonte de um quadro depressivo. Invariavelmente, a auto-estima sai em baixa e vamos a correr comprar decisões e soluções rápidas. Esquecemo-nos que o conteúdo do que pensamos, sentimos e fazemos é em larga medida decidido por nós. Para construir uma atitude mental positiva é preciso, primeiro que tudo, coragem. Coragem para decidir o que queremos ser e o que queremos que faça parte do nosso universo e campo relacional. Somos seres sociais e a relação mais duradoura que temos é connosco, com o nosso perimundo, com o nosso interior, com as nossas acções, com as nossas reacções, com a nossa complexidade, com a nossa simplicidade, com os nossos desejos, com as nossas aversões, com as nossas pessoas e com as imagens que temos de tudo isto que acabo de listar. Não é fácil decidir, ainda por cima numa altura que o excesso de escolhas que se nos apresentam diáriamente contribui para uma maior confusão e paralisia. Ter um foco, primeiro passo, passo essencial. Ter um foco implica ter um pensamento claro e definido, atento. Desligarmo-nos de todas as imagens parasitas e virais que nos ocupam a lucidez é de extrema importância. E como é que se pode chegar a este estado? Através do foco. Procurar ver as oportunidades de crescimento nas situações, as sementes do benefício. Cultivar este tipo de atitude é apenas o princípio que regula todas as outras etapas. Temos de ter sempre presente que a mudança de atitude começa e acaba sempre no conhecimento que temos de nós próprios, quais as coisas que queremos e não dizemos em volta alta e todas as outras que não queremos mas que continuam a falar com a nossa voz.
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